domingo, 10 de abril de 2011

Reclamar X Agradecer

É desagradável ficar perto de alguém que está sempre reclamando de tudo por achar que nada está bom o suficiente. Reclama que está chovendo muito, por isso as roupas não secam e/ou não podem passear. Outras reclamam do calor tremendo. Há aqueles ou aquelas que reclamam do cabelo, da roupa, da comida, do carro que levou um arranhão, disso, daquilo, daquilo outro e por aí vai uma lista quase infinda. Não sobra tempo para agradecer.
Então me lembro da história do povo que Moisés conduziu até a terra prometida. A travessia pelo deserto, que não seria mais que 18 dias, levou 40 anos, tudo por causa de murmuração.
As pessoas que tendem a só reclamar e a reclamar de tudo, gastam muito tempo nisso e esquecem de olhar para o que tem e agradecer. Não agradecem por nada ou quase nada. Imagino o quanto Deus fica triste em proporcionar tanta coisa linda e boa, mas muitos não reconhecem.
Dias atrás eu recebi um vídeo. Fiquei tão tocada que fui pro google atrás de mais informações sobre a pessoa do vídeo. Encontrei um monte de coisas. Não dava pra guardar só comigo. Até preparei uma aula sobre o tema para os meus alunos na universidade. Foi muito bom!!!
Uma das coisas que Nick Vujicic, personagem central do vídeo, disse e que me tocou muito foi:
"Eu pensava que tipo de marido eu serei se nem ao menos posso segurar a mão de minha esposa?
(...)
Então percebi que, quando a hora chegar, poderei segurar seu coração, e pra isso não precisarei de mãos".
Compartilho o vídeo com vocês:




No site de Nick, uma das coisas que mais me tocou foi um dos depoimentos em que a pessoa disse que ter descoberto que há 24 anos tem uma mão direita, todavia nunca a usou como deveria.


Isso só me faz pensar que:
"The most serious disability is not the physically or mentally, but it's the emotionally one.
All people have a heart, but not everybody uses it in a good way."

by Rejane

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Luz suficiente

Ás vezes toda a luz que tenho
Ilumina apenas o lugar onde estou,
Ou só um passo à frente.
Deus me dá apenas a luz que preciso,
No momento em que preciso.

Nesses momentos eu caminho pela fé,
Incapaz de enxergar o futuro e sem compreender totalmente o passado.
Deus me deu a luz que preciso,
E por isso sei que devo rejeitar o medo
E a dúvida que ameaçam me tragar.
Tenho de escolher estar contente onde estou,
Permitindo que ele me leve para onde preciso ir.
Caminho adiante,
Dando um passo de cada vez,
Confiando totalmente que a luz que Deus derrama sobre meu caminho
É tudo o que preciso.

by Stormie Omartian

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Parque de diversões

Sempre gostei de parque de diversões. Mas confesso que fui pouquíssimas vezes quando criança. Papi e mami não tinham dindim suficiente pra levar os três filhotes. Então, me lembro de um passeio, um só.

Fomos de excursão. Parque Mutirama, Goiânia. Isso significa muita mãe correndo atrás de criança. O lugar era gigantesco, ao menos, assim era a percepção que eu tinha das imagens que me chegavam aos olhos. Brinquedos? Inúmeros. Alguns ainda desconhecidos na época. Sei que brinquei na xícara maluca, que me deixou bem tonta; no carrossel, com réplicas lindas de pôneis; e de montanha russa. Tinha outros, é claro. Mas não me lembro.

Nunca fui adepta a esportes e/ou atividades que requeiram alta descarga de adrenalina. Não gosto de passar medo. É isso. Gosto de segurança, o que não significa que eu me arrisque vez ou outra. Então por que a tonta aqui andou na montanha russa? Sei não. Curiosidade, talvez. Confesso que foi empolgante e divertido em alguns pontos, mas o contrário em outros.

Enfim, após brincar muito e comer muita coisa gostosa (algodão doce, pipoca, refrigerante e outras besteirinhas), voltamos pra casa. Exaustos. Satisfeitos. Teria sido perfeito se não fosse por meu balão de bichinho que me escapou das mãos. Ele, livre, aventurando-se pelo céu azul. Eu, triste, olhando ele ir embora.

Já adolescente e adulta, ganhando alguns trocados, fui a outros parques. É claro que outros brinquedos surgiram. É claro que não ouso a desafiar a lógica do bom senso e andar de carrossel de novo, mas confesso que AMMUUUUU brincar de carrinho de batida. Sim, uma muleca de quase 30 setembros, brincando de carrinho de batida. Feliz, que fique registrado.

Existem muitas metáforas pra vida: viagem (de trem), música, dança, livro... e sim, parque de diversões. Ficamos maravilhados com a chegada de um brinquedo novo, nova fase em nossa vida. E então o moço que controla o brinquedo pede que deixemos nossos pertences num cantinho, porque não podem entrar conosco no brinquedo. Pai e mãe ficam ali, felizes por nos ver tão alegres, mas apreensivos, pois são protetores. Nem sempre dá pra levar certos itens na bagagem. É quando temos que deixar pessoas e coisas para trás e/ou de lado para iniciar uma nova etapa em nossa jornada – “Uma dor que desatina sem doer”, já dizia Camões.

Vez ou outra, sinto-me perdida nesse parque de diversões. O brinquedo-mor, a saber a Sra. Dona Montanha Russa, encarrega-se de me transportar de um extremo a outro. E então, visito e revisito os ups e downs. Ainda bem que não é Roleta Russa, pois não me alegra o off.

Eu poderia ficar só de platéia e olhar os outros adquirindo seus “passaportes” na bilheteria e embarcando em cada brinquedo. Eu poderia rir dos gritos espalhafatosos, ou me preocupar com aqueles que se sentem mal. E seria só isso. Só papel de platéia. E a audiência iria se tornando cada vez mais singular, previsível, monótona. Uma mesmice que mata. Ou... poderia usar o meu bilhete de viagem e ir. Sei que risos e gritos iriam se duelar, numa tentativa de se sobrepor um ao outro. Não sou masorquista. Entenda. Mas o medo e a dor, tal qual a alegria e o prazer, garantem-me a sensação de estar viva. E acho que é o que me impulsiva a prosseguir.

São brinquedos que podemos encontrar em instancias diversas: família, trabalho, relacionamentos. Uns mais audaciosos que outros. Alguns brinquedos trazem uma alegria ímpar, por mais singulares que sejam. Outros quebram ou, simplesmente, deixam de funcionar. Há aqueles que são substituídos a despeito de alguns que são entregues ao esquecimento, pois não se fabrica mais. Espero que tenha ficado claro que o vocabulário aqui tem sido metaforicamente usado. Ambigüidades não seriam apropriadas neste momento.

As vezes queria ser só uma simples garotinha, imersa em seu algodão doce colorido, alheia às inúmeras tentativas de apitos do guarda do parque de captar minha atenção. E esse momento-casulo talvez me permitisse passar de uma fase a outra, sem muitos riscos e exposição, ainda que sofrível. Eu disse “às vezes”. Isso significa que não é pra sempre. Sempre é muito tempo, tempo demais até. Então, isso me permite desejar estar na montanha russa, lá em cima, ainda que com medo, mesmo que isso libere a não-desejada adrenalina.

Lembro de uma criança que cortou o pé no dia da excursão do parque. Sangrou muito. E ela berrou muito. A mãe solicitamente lavou o pé da criança, improvisou um curativo e minutos depois já estava ela a brincar novamente. Não chorou mais por causa do machucado. As vezes meu coração chora porque sente dor, e então externalizo com lágrimas. Se não fosse pelo sangue, pela dor, a criança travessa teria continuado as estripulias e seu pé teria ficado estraçalhado, certamente. E isso me faz pensar acerca da dor que sentimos no coração. É obvio que ela é o sinal dado para que paremos, revisemos onde estamos pisando, o que estamos fazendo para causar isso. E paramos ou pegamos outro rumo, mais seguro talvez, e prosseguimos até aonde a lucidez nos permitir.

Não se sabe o que é um parque de diversões até que todos os brinquedos sejam provados. O parque deixa de ser de diversão quando se vai sozinha a ele ou quando não há ninguém lá. Não se vive a vida até que todas as instâncias sejam intensamente vivenciadas, seus encantos e deslumbres sejam descobertos.

Desculpe. Tenho que ir, chegaram brinquedos novos no parque e quero conhecê-los. E a fila está grande.

Beijo com sabor de algodão doce.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ali e lá...

Quando me perguntam onde moro, sempre respondo, é claro: Araguaína, em Tocantins. "Nossa, mas lá? É tão longe!" Eu, mais do que depressa, sugiro que substituam o "lá", por 'ali'. Mesmo sabendo que esse "ali" significa 1200km entre o lugar onde minha família está e o lugar onde estou. 'Ali' me proporciona uma falsa sensação de que eles estão perto de mim. E assim eu vivo os dias.

Há algo de estranho em tudo isso: O 'ali' e o 'lá' se fundem e se confundem nos tais 1200km de tal maneira que algumas horas atrás eu estava lá com minha familia e agora estou aqui, sem ela. São as peripecias do tempo e do espaço que fazem o ser humano se locomover por aí... experienciando a vida... experienciando a alegria, a tristeza, a satisfação de estar junto, a nostalgia por estar longe...

A incerteza, por muitas vezes, me intrigou. Não saber o que e como vai acontecer me incomodou por muito tempo. Decidi, então, viver o hoje, que nem é tão certo assim, mas é o que está mais perto. E o futuro fica um pouco mais a frente, envolto em mistérios que o faz, de certa forma, ser atraente, ser esperado.

Planos pra 2011? Sim, tenho vários. O principal deles: VIVER E SER FELIZ!!! Apreciar a companhia dos amigos, da família (quando possível), me emocionar ao assistir um filme de romance, rir de coisas simplórias da vida, contemplar a magnitude de Deus em todas as coisas, me esbaldar moderadamente no chocolate (amo pizza de banana com chocolate!!!), conhecer lugares novos, apreciar até mesmo o silêncio (é quando consigo ouvir melhor a voz do Criador).

2011 já entrou em cena. A "música" que vamos dançar em tal cenário, bem, estou certa de que depende de nossa escolha, pois os passos, o ritmo, se vamos dançar sozinhos ou com alguém cabe a nós. A minha música eu já escolhi.
 
Um abraço a todos e Feliz 2011!!!!!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Indignação!!!

Eu fico indignada como algumas pessoas resolvem (ou tentam resolver) seus problemas. Algumas são sábias, é claro. Procuram analisar os fatos, achar as causas, compreender diferentes pontos de vista, identificar os erros e, então, buscam soluções. A essas pessoas, meus parabéns!

Outras porém, só lamento. É incrível como conseguem reunir tanta idiotisse, mediocridade e sei lá mais o quê. A essas, meu repúdio!!!

Como de costume, hoje pela manhã preparei meu café e me sentei em frente ao computador pra saber das notícias. E, entre tantas (a maioria ruins!), me deparei com uma que me entristeceu muito: O assassinato de um professor. Motivo: um aluno, insatisfeito com a nota da prova, resolve esfaquear o professor. Poxa, é assim que um idiota desses resolve seus problemas??? Não seria mais fácil esse imbecil estudar, se esforçar mais, pra tirar boas notas? Não seria mais inteligente reconhecer que errou, que deveria ter se dedicado mais, que a responsabilidade da nota baixa é sua e só sua??? 

E a família desse professor? Ele tinha esposa, filhos, amigos, sonhos, projetos... e tudo isso interrompido por um idiota e covarde. E agora, será que esse moço resolveu seu problema com a nota? Ele pode até ter externado a sua raiva e se sentir satisfeito por vingar-se. Mas estou certa de que ele criou vários outros problemas.

Sabe o que me assusta? É pensar quantos psicopatas estão soltos por aí. Cruzamos com eles nas ruas, nos supermercados, nas lojas, nas instituições de ensino... Estão aí, imprevisivelmente escondidos em tantas máscaras na sociedade.

Essa notícia me faz pensar sobre como as pessoas lidam com seus problemas nas mais diversas instâncias.