domingo, 6 de dezembro de 2009

Sobre leituras e relacionamentos

A leitura me move. Não consigo ficar um dia sequer sem ler. Leio livros, jornais, revistas e ainda navego na internet e leio tudo o que me interessar. A leitura me transporta para outros lugares e tempos. Às vezes, percebo-me vivendo os personagens criados pelos autores. Percebo que após a leitura de um bom texto, mergulho nas reflexões e volto delas transformada. Já disse antes que, depois que conheci a blogosfera, não me vejo mais sem ela. Visito quase todos os dias blogs de amigos, leio os textos postados, comento alguns. A verdade é que me alimento deles.
Hoje, visitando o blog do meu amigo Vagner Lopes (...Lírico...), me surpreendi com o seu relato a respeito de um amigo que está sofrendo por amor e fiquei pensando sobre isso, sobre o que já vivi e o que talvez ainda tenha pra viver. Lembrei-me de um texto ÓOOOOOOOTIMO de Arnaldo Habor que li na internet (não me lembro em qual site) e gostaria de compartilhá-lo com vocês:
"Sempre acho que namoro, casamento e romance têm começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
'- Ah, terminei o namoro...
- Oh, estavam juntos há tanto tempo...
- Cinco anos... que pena... acabou...
- É... não deu certo...'
Claro que deu certo! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida é que você pode ter a chance de vários pares e várias escolhas.
Não acredito em pessoas que se complementam.
Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes, você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é companheira...
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele!
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o sexo mais básico, que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo de acrobacia, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bater... se joga...
Se não bater... mais um Martini, por favor, e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a situação.
O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa está com dúvidas, o problema é dela, cabe a você esperar... ou não!!!
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença, e com isso ainda dispõe do tempo do outro...
O ser humano não é absoluto. Ele vacila, tem dúvidas e medos, mas, se a pessoa REALMENTE gostar e estiver disposta a acertar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O bom é alguém que está com você, só por você. E vice-versa.
Não fique com alguém por pena ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. O nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento...
Tem gente que pula de um romance para outro sem parar...
QUE MEDO É ESTE DE SE VER SÓ, EM SUA PRÓPRIA COMPANHIA?
Gostar dó muito e dá trabalho!
Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustação...
Faz parte. Você convive com um outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com esta conversa, corra, afinal você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, não envolva outras pessoas, fique mais tempo sozinho, ou se não conseguir, então namore uma planta. É muito mais previsível!
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Enfim... quem disse que ser adulto é fácil???"

Boa semana, amigo(a)s!

domingo, 29 de novembro de 2009

Quer dançar?


Terminou o workshop de dança. Sim, minha gente, eu me matriculei em um curso rápido de dança e lhes digo que foi ilário!!! O mais ilário foram os ritmos: Ragga Jam, Street Dance, Dance Hall e Break. Sempre tive vontade de fazer aula de dança e nunca tinha tempo. Vez ou outra, danço no ministério de dança da minha igreja, mas não é frequente. São músicas mais lentas, de adoração. E eu queria mesmo era fazer aula de dança, com professor(a) e tudo o mais. Foi bom.

Não nego que no início tive vontade de desistir. Passos muito rápidos e complexos, cuja sincronia com o grupo foi algo quase inatingível. Fiquei tão cansada no primeiro dia que só queria beber água e dormir!!! Nenhum preparo físico. Percebi que preciso urgentemente de academia!

Segundo dia. Aula de Break. Sim, é aquele negócio de por a cabeça no chão e rodar, kkkkk... muito engraçado. Eu? Professora tão séria e certinha, parecendo uma macaca pulando no chão. E não é que tem técnica?! Eu olhava aquele povo dançando e pensava que eu poderia me mexer de qualquer jeito, mas não... tem técnica, e que técnica difícil hein?!!!!

Ontem foi o último dia. O mais engraçado e divertido de todos. Quando eu vi a professora e suas duas assessoras adentrando a sala, vestidas daquele jeito, eu logo pensei: Hoje promete! Pensa em algo brega! Agora, acrescenta atitude sem senso nem limites. Descobri que até pra ser brega é preciso técnica. E é a técnica que faz ficar tudo bonitinho. Foi interessante vê-las dançando com sincronia, com "arte", conforme a professora disse. Foi breguice elevada à décima potência!!!! kkkkkk... Mas eu gostei e confesso que, na verdade, eu queria ter tido essa aula primeiro. Acho que teria me soltado mais e, consequentemente, teria aproveitado mais o que me foi apresentado.

Muita coisa ficou. Passos rápidos e complexos. Cansaço. Amizades. Muita risada. Dança como arte. Dança como descontração. Reflexão.

Ficou também a frase da professora: "Vai ser feliz: se joga e arrasa!!!"

sábado, 21 de novembro de 2009

Tic-tac...


Tic-tac

Olho para o relógio
E vejo os segundos darem forma aos minutos e horas que constituem os meus dias
Às vezes tenho a impressão de que o tempo tem passado mais rápido
Mas, no fundo sei que o dia continua a ter, imutável e indubitavelmente, as suas 24 horas.

Tic-tac

Cadê os frutos do outono?
E o friozinho aconchegante do inverno, solicito de agasalhos?
E a fragrância das flores primaveris?
E pra que essas luzes de Natal?
Peraí... o ano apenas começou.
Consulto o calendário na esperança de ser um equívoco,
Mas... Ãhhh???

Tic-tac

Já é novembro?
Será que pulamos algum mês?
Será que deixamos de viver alguns dias?
Só pode ser isso porque passou tudo tão depressa...

Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac

E se eu tirasse os ponteiros do relógio?
Talvez eu pudesse parar o tempo...

Tic-tac

Eu só queria parar todos os relógios
E contemplar/resgatar a essência do que eu (não) vivi.

Tic-tac

domingo, 8 de novembro de 2009

Minha família, meu porto tão seguro

Quando crianças, às vezes achamos que a família do nosso colega de escola ou vizinho é sempre melhor do que a nossa. A mãe do outro faz comida melhor do que a nossa mãe, o pai do outro brinca mais, o outro fica menos de castigo, o outro ganha mais brinquedos e uma lista quase infinda começa a se formar quando comparamos.
Mas a vida ensina muitas coisas. Coisas inesperadas e indesejadas acabam por acontecer conosco, as quais são responsáveis por nos desencadear momentos preciosos de reflexão. Sim, a vida me ensinou a olhar a minha família de uma maneira diferente e a percebê-la como especial. Nos momentos de maior aflição, angústia, solidão e tristeza, minha família estava ali, me esperando com um abraço aconchegante e terno e com o coração transbordando de amor, companheirismo e cuidado. Todos me receberam com carinho no olhar e com palavras de ânimo e perseverância. Costumo dizer que, na situação em que eu me encontrava, voltar para a minha família significou voltar para o ventre materno onde eu poderia receber todo cuidado, amor, proteção e carinho necessários.
Hoje, já bem melhor, tenho a certeza de que o amor mais puro, sincero e verdadeiro é o que provém da família. E sim, amo-os de todo o meu coração e sei que posso contar com eles para quaisquer situações que eu estiver vivendo.
Minha família, meu porto tão seguro.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Organizadamente bagunçado

O vestido era inquestionavelmente bem passado. Seu falar, de tão baixinho, parecia mais um sussurar de infinitos segredos. "Muito obrigada", "com licença", "por gentileza" eram algumas das expressões que fluíam da sua boca incontáveis vezes. A família tinha parte nessa educação, bem se sabe, mas seu comportamento tão recatado ia além de contribuições de mãe e pai, suas características eram inerentes à sua personalidade.

O quarto da menina era milimetricamente organizado. Prateleira com livros alfabetica e tematicamente dispostos; perfumes, batons, hidratantes, brincos, colares, anéis, tudo, tudo extremamente organizado. Bastava alguém lhe perguntar onde estava tal coisa que a resposta viria em seguida: "A caneta dourada? Está na segunda gaveta da mesa, dentro do estojo azul, perto do rosa". Perfeccionista, sempre.

Ela organizava tudo. Guarda-roupa, armário, prateleira, até a caixinha de semi-joias passava por uma minuciosa vistoria. Essa organização parecia dar certo, parecia dar-lhe controle sobre as coisas. E dava mesmo.

Quando já moça, quis também organizar os relacionamentos, as convivências. Algumas pessoas começaram a demostrar certa insatisfação com a mania dela de querer controlar a conversa, os turnos de fala, o vocabulário a ser usado, quem poderia fazer o quê e como. "Mas era tão bom as coisas organizadas!" Ela pensava.

Certo dia, já mulher, sentiu-se triste. Ser organizada, perfeccionista era bom, algumas pessoas até elogiavam, mas ela reconhecia que estava exagerando. Ela se tornara chata, exigente e incoveniente. "Preciso mudar", ela pensou. "Mas, como fazê-lo? Estou tão acostumada a ser assim...".

Era uma tarde agradável. Uma chuva, que se estendeu por mais de 3 horas, convidou-a para se sentar ali, no chão da varanda, que nem estava tão limpo, e a fez pensar. Ela queria mudar e iria fazê-lo começando pelo quarto. Decidiu não arrumar o quarto por alguns dias. Sim, ela queria ver o quarto bagunçado. Bagunça???? É, ela iria permitir o próprio quarto, tão ritualmente organizado, experienciar uma nova realidade.

Primeiro dia. Ela não guardou o tênis e a sandália que usara. Deixou ali, jogados ao chão. No segundo, foi a vez das bolsas que não foram para o guarda-roupa, ficaram ali mesmo, sobre a cama. Nos dias que se seguiram, outras coisas foram mudando de lugar. Incomodada??? No início sim. Muito. "Como alguém pode ser assim, em plena bagunça?" Mas ela estava decidida. Queria viver aquilo. Queria saber como seria ser menos exigente e perfeccionista.

Depois de uma semana, a bagunça passou-lhe a ser indiferente. O pente fora do lugar já nem lhe incomodava mais. Quando precisava dele, o procurava e encontrá-lo, independente do lugar, seria motivo de alegria.

Ela começou a ver outras coisas. Sorria com mais frequência e intensidade. A vida lhe era agora diferente. Um sabor agradável que não havia ainda experimentado. Sim, ela conseguira se libertar de algumas regras tão banais, enfadonhas e injustificáveis, que ela mesma havia imposto. Percebeu que era mais feliz assim. Entendeu que não era preciso ser tão radical, tão milimetricamente organizada e perfeccionista.

As mudanças superaram os limites do quarto e alcançaram o local de trabalho, de estudo, alcançaram outras vivências. Ela gostou. Gostou de ter mais amigos, gostou de rir mais, gostou de ser mais feliz. Entendeu que ser menos rígida e exigente com certas coisas permitia-lhe ser mais feliz. O quarto? Esse passou a ser organizadamente bagunçado. Sim, um misto de bagunça e organização, de rigidez e flexibilidade. Sua vida? Ahhhh... essa adquiriu um sabor indescritivelmente mais suave, mais agradável e desejável. Passou a ter gosto de vida humanamente vivida, sentida, percebida.

Ela?? Ela sou eu, na verdade. Eu era assim, conforme descrevi. E não era feliz com isso. Queria mudar. Desejei mudar. Mudei. Levou certo tempo pra tal acontecer. Sei que, para alguns leitores, gostar de ter um quarto bagunçado parece estranho, louco até. Mas, pra mim, significou libertação. Percebi que poderia ser muito mais feliz se exigisse menos de mim, se cobrasse menos das pessoas. A vida não precisa ser tão séria, tão perfeita. A vida só precisa ser vida, ser vivida com todos os sabores: doce, salgado, amargo, azedinho... Ela é mais gostosa assim, posso lhe assegurar.

Por que não mudar o previsto na agenda?
Por que não sentar em outro lugar/sofá diferente do habitual?
Por que não usar o cabelo diferente, uma roupa diferente?
Por que não assistir a uma programação de Tv diferente?
Por que não fazer algo que nunca fizemos?
Por que não se permitir errar de vez em quando?

Parece estranho, mas nunca gostei tanto do meu quarto como agora: organizadamente bagunçado.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Professor-amélia... é só o que me faltava...

Tem dia que acho que estou fazendo a coisa certa: ser professora. A maior parte dos meus alunos se tornam meus amigos, me divirto com eles. Ensinar torna-se um ofício prazeroso, divertido e percebo que tenho conseguido alcançar meus objetivos: compartilhar meu conhecimento.
Outras vezes me pergunto onde eu estava com a cabeça quando decidi ser professora. Que alunos são esses que querem tudo menos estudar? Que famílias são essas tão desestruturadas e tão irresponsáveis em relação aos filhos? Que governo é esse que prioriza uma merda chamada quantidade e esquece da qualidade?
Hoje eu estava lendo o jornal Tribuna do Planalto e me deparei com uma entrevista interessante realizada com Ademir Luiz da Silva, doutor em História, professor da Universidade Estadual de Goiás e da Faculdade Alfredo Nasser. Vou reproduzir aqui alguns fragmentos que mais gostei:

Jornal: Por que o senhor argumenta que a imagem de "missionário" em torno do professor do Ensino Básico não é bem vinda?
Professor: Um missionário faz o que faz por abnegação pessoal. Não precisa nem espera ser reconhecido ou recompensado por seus sacrifícios. Há décadas os professores estão sendo tratados assim. [...] O discurso missionário que impregna a Pedagogia moderna faz com que o professor aceite atribuições que não são suas, obriga-o a embarcar em missões impossíveis, leva-o a sentir-se culpado por fracassos que não são seus. (Eu: O governo adora fazer propagandas sobre constantes cursos de formação de professor - o único responsável pelo sucesso/fracasso dos discentes. Será que os políticos se esquecem de que os alunos também deveriam ser preparados psicologicamente para serem estudantes??!)
[...]
Jornal: Essa condição missionária não prejudica a superação de fatores como a violência escola contra ele próprio, por exemplo?
Professor: Com certeza. De missionário rapidamente se passa a mártir. Os professores brasileiros estão sendo transformados em amélias. Pessoas que acham que é bonito, que é heroico sofrer. Estão sendo levados a acreditar que quanto pior suas condições de trabalho mais digna é a atividade. Mera falácia. (Eu: Professores-amélias é a mais perfeita descrição do que o governo tem tentado nos transformar!!! Ei, políticos: EU NÃO SOU PROFESSORA -AMÉLIA!!!)
[...]
Jornal: Esse é um dos motivos pelo qual o senhor diz que o professor está se afastando da sua função intelectual e sendo infantilizado no seu próprio ambiente de trabalho?
Professor: Começo com um exemplo: reuniões pedagógicas. Muitas vezes (nem sempre) o processo é o seguinte. O grupo começa rezando no espaço pretensamente laico da escola. Em seguida, faz-se a leitura de um "textinho" simplista de auto-ajuda, pontuados com uma ou duas frases soltas de um grande pensador, como Platão ou Voltaire. Depois se segue com uma dinâmica de grupo, que pode ser desde uma dança da cadeira até a brincadeira de passar o anel. No meio disso tudo discutem ações pedagógicas. [...] Como resultado, o professor, despido de sua função intelectual crítica, se tornou mera engrenagem no sistema. É podado e corrigido o tempo todo, como se fosse criança e não soubesse o que está fazendo, muitas vezes por pessoas que não são especialistas em sua disciplina. (Eu: Não suporto receber balinhas, bombons com aqueles papeisinhos cujas frases são utópicas!!! Eca...)
[...]
Jornal: Se o público escolar mudou, a escola também não deve mudar? Ela (a escola) não está em busca de ajustes para conseguir lidar com as demandas da sociedade contemporânea?
Professor: Não sou um nostálgico da palmatória e do chapéu de burro. Pelo contrário, acredito que a escola deve sofisticar seus métodos. Contudo, nesse processo, não se pode jogar fora elementos que sempre deram certo. A escola possui, sim, um importante papel de agregador social, mas não pode ser transformada em uma creche. (Eu: Governo e família, por favor, escutem isso: ESCOLA NÃO É CRECHE. ESCOLA É LUGAR DE CONSTRUIR CONHECIMENTO COGNITIVO!!)

Gente, que sistema educacional é esse que o menos importante é o conhecimento???
Que homens e mulheres serão amanhã as nossas crianças e adolescentes de hoje??
Eu quero condições de trabalho (segurança, materiais, respeito, salário digno etc.).

Para aqueles que não concordam com as afirmações do professor Ademir ou com as minhas colocações, eu convido para fazer uma visitinha a qualquer escola pública do país e constatar o que temos vivido.

Entrevista completa no site: www.tribunadoplanalto.com.br
Opinião/Entrevista/Ademir Luiz da Silva
Ano IV, Número 440
Goiânia, 18 a 24 de Outubro de 2009

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Tempos de serenata...

Fico triste quando vejo que praticamente já não há mais o tão necessário romantismo nos relacionamentos. O "amor" passa a ser demonstrado através de presentes caros, e o pior, as pessoas parecem se acostumar com isso.
Dia dos namorados, aniversário, aniversário de namoro, aniversário de casamento, natal, entre outras datas, passam a ser regadas com presentes como roupas e/ou calçados de marca, bouquet de flores com um cartão geralmente nada original (tem homem que pede a própria atendente da floricultura pra escrever algumas frases e não tem sequer a decência de ler o que está no cartão!!!) entre outras práticas às vezes tão vazias de sentimento. Não sou contra dar ou receber esse tipo de presente. Eu também gosto de flores, bombons, roupas, mas às vezes eles se tornam tão monótonos porque não são acompanhados de carinho, de amor. Além disso, eu acho que não precisamos esperar uma data comemorativa para expressar o nosso sentimento. É tão bom ser surpreendida derrepente com um "Eu te amo", "Você me faz muito feliz", "Preciso de você"!!!!
No último sábado, por volta das 2h da madrugada, fui acordada ao som de uma melodia lindíssima. Era o meu amore expressando o terno sentimento que nos une e nos tem fortalecido dia após dia. Como disse uma amiga, ele cantou e me encantou. Ao abrir o portão e me deparar com ele ali, tocando violão e cantando a nossa música, faltaram-me as palavras e só consegui expressar através de um abraço forte o que estava sentindo no coração.
As palavras ainda me faltam até porque tem coisas que são melhor quando sentidas do que quando faladas, por isso, só quero compartilhar com vocês essa canção tão linda:

Que sejas meu universo (PG)

Que sejas meu universo
Não quero dar-te só um pouco do meu tempo
Não quero dar-te um dia apenas da semana
Que sejas meu universo
Não quero dar-te as palavras como gotas
Quero que saia dilúvios de bençãos da minha boca

Que sejas meu universo
Que sejas tudo o que penso e o que tenho
Que de manhã seja o primeiro pensamento
E a luz em minha janela
Que sejas meu universo
Preencha a cada um dos meus pensamentos
Que a tua palavra e o teu poder seja meu alimento
Jesus esse é o meu desejo

Que sejas meu universo
Não quero a minha vontade, quero agradar-te
E cada sonho que há em mim quero entregar-te

(Bis)

video

Que tal expressar hoje, de uma maneira diferente, seu sentimento por quem você ama??!!