quinta-feira, 13 de maio de 2010

Aniversário e experiências

Olá pessoal!

Então, o nosso bloguito aqui fez aniversário no início deste mês e a esquecidinha aqui (pra não dizer sonsa, lerda...) simplesmente não se lembrou. Menos um ponto pra mim né, eu sei... eu sei...
Lembro-me bem que um ano atrás eu estava lá no interior de Goiás, quase morrendo com a dissertação de mestrado quase toda ainda por fazer. Chorei, descabelei, me desesperei e desesperei a coitada da minha mãezinha também, mas... depois de várias noites mal dormidas, madrugadas à frente do computador escrevendo, pesquisando... o trabalho finalmente nasceu. Eba... Então, e foi nessa loucura que, quando não conseguia fazer nada, eu me refugiava pelas inúmeras "ruas" da internet, visitava um site e outro, encontrei vários blogs maravilhosos e, desde então, me apaixonei pela blogosfera. Decidi. Criei um blog. Nasceu o ESPELHO. Ele completou 1 aninho de vida! Happy birthday pra nóisss, uai!!! hehehe...
A verdade é que a blogosfera me ajudou muito. Li postagens que me acrescentaram muito, me diverti com a linguagem descontraída de muitas blogueiras ao narrar suas histórias tão hilárias, sem contar no quanto aprendi de cultura, de culinária, de amores ;) Vez ou outra o Espelho fica largadinho, coitado. Quase não posto, pois a inspiração toma chá de sumiço e vruuuuuummmmmmmm, desaparece. Aí ela aparece, como se nada tivesse acontecido. Eita, danada!

Bem, sobre minha vida só tenho mesmo notícias boas. Já estou quase completando 3 meses aqui em Araguaína-TO. Agradeço a Deus todos os dias pela oportunidade ímpar na minha vida de viver/experimentar tudo o que tenho vivido. Sei que muitos tentam a vida toda e não conseguem, outros simplesmente nem tentam. Eu tentei e consegui. Tenho aprendido muito, tanto na área profissional, quanto espiritual, emocional, sentimental etc. Não é fácil ficar longe das pessoas que amamos e de tudo o que estamos acostumados. Percebo que o novo às vezes assusta, mas nem sempre é de todo ruim, acho mesmo que tudo depende do ponto de vista. Por isso, tenho procurado a ver tudo isso aqui como oportunidade de crescer em vários aspectos. Então, louvo a Deus por tudo, até mesmo pelas dificuldades. Se sofro por causa da solidão, mas por outro lado, o silêncio humano tem me permitido me aproximar mais de Deus e ouvir Sua voz. Não tenho família por perto, mas tenho a oportunidade de me tornar mais independente. Acho que ver as coisas assim tem feito toda a diferença na minha vida. Os meus dias têm sido melhores.

Acho que é isso. Até mais, amores e amoras!!!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Stop for thinking...


The best place to live is where our heart is.

^...^

terça-feira, 13 de abril de 2010

Sobre o blog, algumas notícias e reflexões

Então. Passei dias procurando o que escrever, mas parece que a tal inspiração se mudou, não deixou endereço, sei lá, acho que escafedeu-se. Tudo o que eu pensava em falar parecia idiota, cheguei até a rascunhar alguns textos, mas, como dizia o personagem Quico do programa do Chaves: "não deu", hehehe...

Enquanto eu vivia essa atrofiação bloguística (ou sei lá o quê), visitei vários blogs e descobri algumas coisas (boas e ruins). A parte boa é que graças a Deus há pessoas cuja inspiração não se finda nunca, ou ao menos, se renova constantemente. São essas pessoas que sempre nos "alimentam" aqui na blogosfera, nos ofertando o pão, ops, o texto nosso de cada dia, hihihi...
Mas, por outro lado, percebi que a tal atrofiação bloguística parece ter alcançado vários amigos. Talvez seja por falta de tempo, talvez seja por falta de motivação, ou simplesmente por falta de inspiração como aconteceu comigo. Também percebi, lamentavelmente, que algumas pessoas saíram da blogosfera, a saber Jarid e Sheila. É uma pena. Eu adoro ler os textos de ambas, são sempre engraçadas, espontâneas, realistas e muito verdadeiras. Não sei o real motivo de tal afastamento, mas imagino que tenha algo a ver com a falta de ética de algumas pessoas que não têm decência nem capacidade de comentar com inteligência e respeitar o espaço alheio. É uma pena. Fico na torcida pra que elas voltem, a blogosfera não é mais a mesma sem vocês, meninas!!!

Já percebi que esse post vai ser uma miscelânia, desculpa aeee, gentemmm...

Já estou no meu segundo mês de residência+trabalho em Araguaína. Saudade desesperadora, avassaladora, gitantesca da família à parte, acho que estou indo bem. Como eu disse outrora, a cidade tem alguns pontos negativos, mas a verdade é que já comecei a gostar daqui. É uma coisa compensando a outra. Comofas??? Tudo bem que a cidade tem grande parte das ruas em crateras, ops, buracos... Mas, também preciso dizer que o índice de violência em Araguaína é beeeem mais baixo do que outras cidades grandes que conheço. Lembro que certa noite, voltando da pamonharia com minha amiga, eu ficava o tempo todo olhando pros lados, pra trás, segurando forte a minha bolsa. Eu já estava até sem graça com meu comportamento e tentei justificá-lo pra minha amiga, a qual me disse que eu poderia ficar mais tranquila, pois estávamos num lugar seguro. :)))

Ah, outra coisa boa. Depois de visitar algumas igrejas aqui, finalmente encontrei uma com a qual me identifiquei. A verdade é que amei a forma como me acolheram. Várias pessoas vieram conversar comigo, me deram boas vindas, convidaram-me para participar de células (grupo de estudo da Bíblia e de oração) e me apresentaram à Igreja. Nada melhor do que estar amparada espiritualmente e também por participar do corpo de Cristo.

Se minha vida está toda resolvida??? Quem dera. Há algumas áreas ainda pra serem trabalhadas por Deus. Mas, não tenho pressa. O Escultor-Maior precisa de tempo e espaço para trabalhar em cada detalhe de sua obra-prima, e quanto mais tempo, mais perfeição. Então, cá estou eu, pacientemente, esperando de Deus o Seu mover.

Bem, acho que por enquanto é isso.

Um beijão a todos e até mais.
;)

quarta-feira, 17 de março de 2010

Metade de mim é saudade e a outra metade também

Nunca pensei que saudade doesse tanto. Agora entendo perfeitamente quando alguém dizia a expressão “saudade dói”. Sinto saudade das longas conversas com minha mãezinha (sempre fomos tão amigas!); sinto saudade do silêncio do meu pai (sempre sério, homem de poucas palavras); sinto saudade dos risos quase incontroláveis das minhas sobrinhas, principalmente quando elas queriam alguma coisa e se dirigiam a mim com um “titia” em coro, dito com tanto carinho; sinto saudade dos meus irmãos e cunhadas, sempre tão imersos em suas correrias cotidianas; Ahhh... sinto saudade da Cherry, minha fofuxa, de quando ela segurava uma bolinha com a boca e ficava perto de mim me “convidando” a brincar com ela; Ah, Deus... sinto saudade de tanta coisa!

Tenho vivido um paradoxo. Saudade da minha família por um lado, mas uma satisfação enorme por estar aqui, pois a minha realização vai muito além da profissional. Pena que nem sempre se pode ter tudo o que deseja. Queria minha família aqui, pertinho de mim. Queria passar as tardes brincando com minha Cherry, queria ver o amore nos finais de semana, queria encontrar os amigos da igreja, queria... queria... queria...

Sinceramente, admiro pacas quem se muda pra outro país e o faz, na maioria das vezes, sozinho(a). Fico pensando na Flávia Devathai e na Jarid que foram pra Índia. Meu Deus! São mudanças demais. Aliás, no caso delas, tudo, simplesmente tudo é mudança. Eu poderia tentar listar um monte de coisas: comida, dinheiro, roupas, nova família e amigos, costumes, trabalho, ruas... Mas, certamente, a minha listinha estaria longe de alcançar a realidade que elas encontraram no outro lado do planeta. Acredito que é deixar metade de si pra trás, pra encontrar a outra metade lá. É deixar uma, para que a outra possa viver. Deus! Que escolha tão difícil!!!

É claro que no meu caso, é bem mais fácil. Só estou em outro estado, aliás, vizinho do meu Goiás (até rimou, hihihi). Aqui se fala a mesma língua, com poucas diferenças de vocabulário e sotaque. Ainda não percebi diferenças na comida. Só o trânsito que é uma loucura. Aliás, diga-se de passagem, acho mesmo que o povo daqui assistiu muito “Caminho das Índias” e os motoristas estão tentando ter um trânsito igual. Jesus amado! Não me atrevo a dirigir aqui, pelo menos não por enquanto.

Já fiz algumas amizades, e se não fosse pelos amigos que fiz aqui, tudo isso estaria sendo quase insuportável. São tão doces comigo, saímos, conversamos e rimos muito.

Alguns me dizem que foi loucura eu vir pra cá, um lugar tão longe da família. Penso que acreditam que aqui é só mato (hihihi...). Mas isso aqui está bem longe de ser só mato. E acredito que nem é o fim do mundo como me falaram. Só é um lugar longe, quando a referência é minha cidade natal.

Teve aqueles que disseram que minha vinda pra cá foi uma tentativa de me refugiar, de me esconder de alguma coisa, do meu passado talvez.

Outros, todavia, falam que me admiram pela coragem de deixar tudo pra trás e ir em busca de um sonho, independente de onde ele esteja.

O que é, afinal? Sei lá. Por enquanto, posso afirmar que sou apenas eu, Rejane, tentando viver sem medo de errar. Em tempos de outrora, o medo me prendeu muito, me impedindo de viver muita coisa. Só queria me libertar desse bicho-papão que tanto já me apavorou.

Hoje percebi certa melancolia no ar. Lembrei-me de uma música/poema de Oswaldo Montenegro e acho que é a que melhor me define neste momento.

Fikadica! ;)


Metade

Composição: Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que [o homem] que eu amo seja pra sempre amad[o]
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um[a] [mulher] inundad[a] de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Notícias!!!

Bem, acho que está na hora de contar as novidades!!!

Conforme eu disse no post anterior, me mudei pra outro estado. Vamos aos detalhes.
Ano passado, após a conclusão do meu mestrado, fiz concurso pra professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), passei, fui convocada e cá estou, já na ativa. Mais um sonho realizado! Como Deus é perfeito em tudo o que faz, não é mesmo!?

Estou morando em Araguaína, cidade que divisa com o estado do Maranhão. Pra quem saiu de Bela Vista - Goiás, é um pouco longe (1200 km). Araguaína é uma cidade com mais ou menos 150 mil habitantes. É considerada a "capital econômica" de Tocantins, ao passo que Palmas é a capital política. Apesar de infra-estrutura deixar a desejar (há muitas ruas cheias de buracos, xiii!!!), a cidade é grande, com um comércio bem ativo.

O ruim é ter que ficar longe de família, amore, igreja, amigos e da minha pet Cherry. Como eu sinto saudade de tudo!! Mas, sei também que estar aqui é uma oportunidade ímpar na minha vida, concedida por Deus! Mas, sobre adaptação, creio que não será tãooooooooo difícil, até porque já fiz algumas amizades aqui (no prédio onde eu moro tem mais 5 professores da UFT, todos de outros estados, portanto, é um ajudando o outro). O bom é que posso falar com a família TODOS OS DIAS! A Tim tem um plano ótimo: 25 centavos a ligação pra celular tim de qualquer parte do país, basta só cadastrar o seu celular nesse plano. It's really perfect!!!

Ainda estou sem internet em casa. Mas há uma lan house pertinho do meu prédio e posso usar a internet da UFT também.

Assim que possível, volto pra dar mais notícias.

Beijos...